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| Foto por Reprodução/Internet |
Os orelhões começaram a se popularizar no país a partir dos anos 1970, tornando-se essenciais para ligações locais, interurbanas e até emergenciais. Com o uso de fichas e, mais tarde, cartões telefônicos, o equipamento cumpriu um papel social importante, conectando pessoas em tempos em que a tecnologia era limitada.
No entanto, a chegada e a rápida expansão dos telefones celulares, somadas à internet móvel e aos aplicativos de mensagens instantâneas, mudaram completamente os hábitos da população. Fazer uma ligação deixou de ser uma necessidade exclusiva dos telefones públicos.
Com o passar dos anos, o número de chamadas realizadas em orelhões despencou. Muitos aparelhos passaram a ficar inutilizados, quebrados ou vandalizados, gerando custos elevados de manutenção para as concessionárias de telefonia.
Diante desse cenário, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a retirada progressiva dos telefones públicos, encerrando a obrigatoriedade de manutenção desses equipamentos. Assim, o que antes era indispensável tornou-se oficialmente obsoleto.
Apesar do fim prático, o orelhão permanece vivo na memória afetiva dos brasileiros. Ele marcou encontros, despedidas, chamadas importantes e até romances. Em algumas cidades, os equipamentos ganharam novos usos, sendo transformados em peças de arte urbana, bibliotecas comunitárias ou itens de museu.
O desaparecimento dos orelhões simboliza mais do que o avanço tecnológico: representa a transformação da sociedade, que hoje vive conectada em tempo integral. A comunicação ficou mais rápida, acessível e móvel, mas também deixou para trás objetos que fizeram parte da história cotidiana do país.
O fim do orelhão encerra um capítulo importante da história das telecomunicações no Brasil. Embora não faça mais falta no dia a dia, ele segue como um símbolo de uma época em que a comunicação exigia planejamento, paciência e, claro, algumas fichas no bolso.




